mulheres fortes 8 de março

8 DE MARÇO: MULHERES SEM FRONTEIRAS

08/03/2019| Isabela Martins e Luna Favarini

No dia 8 de março é celebrado o Dia Mundial da Mulher. É comum a data ser comemorada e as mulheres serem parabenizadas, receberem presentes, flores e abraços. Mas qual o real significado do Dia das Mulheres e sua importância?

Esse dia existe porque mulheres são tão incríveis que merecem serem parabenizadas ou é por que na prática não são reconhecidas como deveriam e precisam, diariamente, lutar por seus direitos, por respeito e igualdade de gênero?

POR QUE O DIA MUNDIAL DA MULHER É NO DIA 8 DE MARÇO?

O episódio que originou o Dia Mundial da Mulher aconteceu em 8 de março de 1911, em Nova York, quando mais de cem pessoas, em sua maioria mulheres, morreram em um incêndio em uma indústria.

É importante ressaltar que, apesar desse episódio representar o marco da origem do Dia da Mulher, ele foi apenas a gota d’água. Greves já haviam acontecido para reivindicar melhorias nas condições de trabalho e melhores salários. As costureiras, por exemplo, tinham jornadas de trabalho de 14 horas em péssimas condições e não recebiam bem.

Como disse a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas, “o 8 de março deve ser visto como um momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado”.

Em 1975, finalmente, a ONU oficializou o Dia Internacional da Mulher e, apesar de grandes avanços que aconteceram desde então, como o direito ao voto tão defendido pelas sufragistas, ainda há muito que ser feito e revisto.

Depois de contextualizadas as origens da data, agora sim podemos começar a falar de comemoração. Hoje em dia, a mulher ocupa um lugar melhor no mercado de trabalho e cada vez mais assume a liderança. A obrigatoriedade em torno da maternidade tem diminuído e mulheres têm tido mais liberdade e autonomia para escolher o futuro de suas vidas.

Vamos conhecer a história de Carolina Maria de Jesus, mulher negra, brasileira, moradora da favela e catadora de lixo que sequer conheceu a palavra feminismo, mas que viveu e conheceu no dia a dia as mazelas da sociedade.

CAROLINA MARIA DE JESUS

Carolina nasceu em Minas Gerais em Março de 1914, mas foi na favela do Canindé, em São Paulo, que ela passou grande parte da sua vida. Semi-analfabeta e mãe de três filhos, ela descreve sua rotina com originalidade e riqueza de detalhes em seu diário, que veio a se tornar o livro Quarto de Despejo, publicado em 1960 e traduzido para cerca de 30 idiomas, entre eles, o inglês.

A publicação foi possível graças ao jornalista Audálio Dantas, que foi quem descobriu  a riqueza das descrições feitas por Carolina no diário. O nome do título foi escolhido a partir de uma das passagens do livro onde Carolina compara a cidade e a favela: “Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visita com seus lustres de cristais, seus tapetes de viludo, almofadas de sitim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”.

A importância da obra de Carolina de Jesus é tal, que seu texto é considerado um dos marcos da escrita feminina no Brasil. Apesar de não ser muito conhecida em seu país de origem, é a escritora brasileira mais publicada no exterior, ganhando grande destaque nos Estados Unidos.

Através da tradução para outras línguas, entre elas o inglês, foi possível que mais pessoas conhecessem a realidade nua e crua tão perfeitamente exposta por Carolina de Jesus através de suas palavras e vivências singulares. Quer saber mais? Dá uma olhadinha aqui (de quebra, ainda dá pra treinar o inglês):

Além de Carolina de Jesus, outras duas incríveis mulheres brasileiras que fazem sucesso ao redor do mundo são Gisele Bündchen e Alice Braga.

ALICE BRAGA

Alice Braga é uma consagrada atriz que já participou de filmes ao lado de Will Smith, em Eu Sou a Lenda, e também Matt Damon no filme Elysium. Já foi indicada a inúmeros prêmios por sua ótima atuação e conta com vários filmes internacionais em seu rico currículo.

Aos 19 anos, Alice desistiu do curso de comunicação das artes do corpo para se dedicar a carreira de atriz. E para estrelar tantos filmes internacionais, sua ótima fluência no inglês foi imprescindível. Imagina contracenar com Will Smith arrasando no Inglês?! That’s awesome!

GISELE BUNDCHEN

A mais famosa das modelos, Gisele Bündchen, conta que passou por maus bocados antes de ser mundialmente conhecida. Gisele saiu de sua cidade natal ainda adolescente, aos 16 anos, e teve que aprender inglês sozinha pra se virar em Nova York e também no Japão, que foi onde ela fez seus primeiros desfiles.

Em seu novo livro, Aprendizados, (que, aliás, é uma ótima indicação de leitura), a top model conta que aprendeu o idioma com músicas. Colocava seus cantores favoritos para cantarem em seu discman, aprendia a pronúncia e procurava o significado das palavras em seu dicionário. Ah, Gisele… se você tivesse feito CCAA teria sido bem mais fácil! Mesmo assim, o inglês (não só ele, claro) dela é impecável. Confira:

 

POSSO SER O QUE EU QUISER

E você? Também conhece uma mulher incrível, que vai atrás do que quer, que se ama e cuida de quem ama, que descobriu o quão lindo e ao mesmo tempo complicado é ser mulher, e que percebeu que pode ser o que quiser, um milhão em uma só? Ou você é essa própria mulher?

Que vocês, mulheres, possam comemorar e viver o seu dia todos os dias de suas vidas, com consciência, paz, amor, admiração, respeito e, principalmente, sendo quem vocês querem ser!

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Isabela é professora de inglês fruto do CCAA e cozinheira nas horas vagas. Luna é professora de Inglês e ex-aluna do CCAA, além de ser graduanda em Letras pela UEMG Divinópolis.

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