Martin Luther King

MARTIN LUTHER KING: UMA HISTÓRIA QUE MERECE RECONHECIMENTO

21/01/2019| Brenda

Você conhece a história de Martin Luther King (1929 – 1968)? No dia 15 de janeiro, na populosa cidade de Atlanta, capital da Geórgia, nos Estados Unidos, nascia um dos maiores líderes ativistas do movimento negro norte-americano.

 

Martin Luther King, tendo como filosofia a estratégia da “não violência”, fundada por Mahatma Gandhi, construiu uma luta que se ancorava, entre tantas outras, na busca pelos direitos civis da população negra estadunidense.

 

Como forma de reconhecimento e marco histórico da memória do ativista político, foi estabelecido, em 1968, um feriado nacional nos Estados Unidos: O Dia de Martin Luther King, celebrado na terceira segunda-feira do mês de janeiro.

Trajetória de Martin Luther King

Registrado como Michael King e popularmente conhecido como Martin Luther King Jr., formou-se no curso de Sociologia pela Morehouse College em 1948. Ao mesmo tempo, também se dedicou à vivência religiosa, formando-se no Seminário Teológico Crozer, em 1951.

 

Em 1955, fez doutorado em Teologia Sistemática na Universidade de Boston, onde conheceu Coretta Scott King, com quem se casou e teve quatro filhos. Paralelamente, seguiu carreira pastoral batista, tendo como principais motivadores seu pai e o então avô materno, que também exerciam o posto.

 

Ainda no ano de 1955, Rosa Parks, uma mulher negra, foi presa após se negar ceder seu assento para uma mulher branca no ônibus. Por esse motivo, ativistas negros organizaram um boicote em ônibus de Montgomery, que duraram 382 dias e teve um resultado positivo, posto que a Suprema Corte Americana, por sua vez, havia decidido criminalizar a discriminação racial em transportes públicos.

 

Durante sua infância, King viveu sob um regime vigente na cidade de Atlanta que impedia vários grupos sociais, considerados minorias, do pleno usufruto de seus direitos. Portanto, de forma natural, ele se engajou em movimentos sociais que buscavam estabelecer a igualdade civil entre negros e brancos. Para além, Martin atuou na luta por salários dignos, reivindicando por mais postos de trabalho. Também contribuiu na defesa dos direitos das mulheres e foi contrário à Guerra do Vietnã. Ao adotar a prática filosófica da “não violência” para obtenção da justiça civil, King despertou a ira de grupos racistas atuantes da época, como, por exemplo, o Ku Klux Klan, tornando-se alvo de diversas retaliações.

Marcha sobre Washington

O grande marco de sua história fora a manifestação civil conhecida como “Marcha sobre Washington”, realizada em agosto de 1963.

 

Durante o movimento, Martin realizou o discurso “I have a dream” (Eu tenho um sonho):

Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais”.

Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.

Tenho um sonho que um dia o estado do Mississípi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, com os seus racistas malignos, cujos lábios do governador atualmente pronunciam palavras de recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.

 

O discurso realizado durante o manifesto tornou-se mundialmente conhecido, posto que se reuniram cerca de 250 mil pessoas visando dialogar e clamar pela liberdade, trabalho e justiça social. O ato contribuiu para formulação da Lei dos Direitos Civis, promulgada em 1964, visando à igualdade racial, findando, assim, sistemas estaduais de segregação.

 

No dia 14 de outubro de 1964 recebeu o Prêmio Nobel da Paz, como reconhecimento de sua liderança nos movimentos não violentos pela resistência contra o racismo.

Década de 60: um período turbulento e a morte sem explicação

O contexto histórico da década de 1960 tornou-se cenário de diversas transformações nos Estados Unidos que se estenderam e popularizaram por todo o globo. Um dos acontecimentos que conturbaram as estruturas norte-americanas foi a Guerra do Vietnã. O conflito, considerado um marco histórico, fora manchado por um alto grau de impopularidade, devido às inúmeras violências cometidas pelos soldados americanos na época.

 

Além disso, serviu como reivindicador de inúmeras manifestações nos Estados Unidos, resultantes da ampla repercussão do movimento negro evidenciado por Martin Luther King. Após o ocorrido, a semente de repulsa contra o extremo conservadorismo germinou na população norte-americana e surgiram movimentos contracultura e não segregacionistas.

 

No dia 4 de abril de 1968, em Memphis, Martin Luther King Jr. foi morto enquanto se preparava para mais uma marcha civil. Até hoje ainda perpetuam dúvidas sobre seu assassinato, considerando que King era perseguido e repudiado por grupos racistas atuantes na época.

 

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Estudante de Jornalismo e apaixonada pela cultura americana

@brendaribeiro_r  

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